" Explicar a emoção de ser palmeirense a um palmeirense é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense... é simplesmente impossível."
Joelmir Beting
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Caminho da vitória



A torcedora acordou cedo devido à ansiedade, era mais um jogo. Vestiu seu manto verde e branco, estava assim dos pés a cabeça. Máquina fotográfica na bolsa a tiracolo, celular com fone no ouvido. Tudo pronto, hora de ir, afinal o caminho é longo. Ônibus, metrô, caminhada e uma fila para comprar ingresso de uma hora e meia. Às 16h15 conseguiu entrar, já com tudo em andamento, perdeu o fio da meada, mas chega a hora de apoiar. O caminho foi longo, mas aos 36 do segundo tempo, o grito de gol.

O time a caminho da vitória ( Arquivo pessoal)
O jogador deve ter acordado cedo também devido a ansiedade, era sua estréia. Vestiu-se e foi para o ônibus. Chegou por volta de 15h e entrou em campo no segundo tempo, antes de Caio e depois de Valdívia, aclamado pela torcida, mas ele não ficou muito atrás embalando o grito de gol da torcedora, ele estreava marcando o gol deu a vitória ao Palmeiras.

O Palmeiras foi a campo enfrentar o União Barbarense neste domingo e entrou em campo às 16h, antes da torcedora conseguir comprar o ingresso, devido à imensa fila em uma bilheteria com poucos guichês para a venda em todos os setores e para 20 mil torcedores. 

Problemas com ingresso a parte e a torcida já dentro do estádio viu o time guerreiro, mas com diversos problemas para finalizar. A bola insistia em não entrar e o frágil Barbarense ainda conseguia segurar o Alviverde, o que durou somente até o jogador marcar o gol e a torcedora gritar.

Um a zero, placar magro, torcida que vibra, time com vontade. O caminho da vitória não foi um dos mais fáceis, mas garantiram os três pontos necessários para a torcedora, o jogador e o Palmeiras saírem do Pacaembu comemorando mais uma vez.

Leandro comemora tirando a camisa e leva cartão ( arquivo pessoal)



* A torcedora é esta que vos escreve. O jogador é Leandro realizando o sonho de defender a camisa do Palmeiras

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Este é o Palmeiras 2013?

O ano de 2012 apesar  do título da Copa do Brasil, foi o mais trágico para o torcedor palmeirense e para a história do Palmeiras, não que em 2002 (ano do primeiro rebaixamento verde) tenha sido diferente, mas é difícil admitir que anos depois nada mudou. O time da Arrancada Heroica, aquele que morreu líder e nasceu campeão, o time da Era Parmalat. Não caro torcedor. Esse Palmeiras não existe mais. E a exemplo do que aconteceu no Pacaembu neste domingo, não chega aos pés de um grande clube.

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O Palmeiras 2013 tem: Campeonato Paulista, Libertadores e Série B do Brasileiro, e do jeito que está não da pra ter esperanças com o que temos hoje. Estreamos no Paulista. O ano verde começou e já previammos as dificuldades. Mas apesar disso, os cerca de 11 mil torcedores foram ao Pacaembu com a esperança de uma estreia razoável. Mas o que a torcida alviverde viu neste domingo foi um time extremamente preocupante. Não existe empenho, vontade, não há Palmeiras.

Imagem de arquivo pessoal

 

Jogadores medianos que mesmo substituídos continuam medianos. O único que funcionou de verdade nesse time foi Souza que demonstrou raça, vontade, chamou a responsabilidade e tentou incendiar a torcida. O estreante Fernando Prass, que chegou ao clube pra resolver o “problema” no gol palmeirense, foi poupado pelo Bragantino que ficou concentrado na defesa utilizando o esquema "10-0-0", e não pode mostrar seu trabalho. Barcos, a estrela do time, perdeu a maior chance de abrir o placar ao mandar a bola na trave em cobrança de pênalti. Marcio Araújo manteve o habitual esforço. Em vão. Já Wesley, acostumado a fazer suas firulas desnecessárias, resolveu mantê-las nesta primeira partida. Luan e Márcio Araújo não mais do que esforçados, foram vaiados pela torcida. O que também não mudou em relação ao ano anterior.

Prass permaneceu isolado em praticamente toda a partida ( Imagem de arquivo pessoal)


Ao fim do jogo, a conclusão: o Palmeiras mesmo assinando contrato com Riquelme, terá muito trabalho. O primeiro deles é tentar manter Valdívia. Depois colocar um zagueiro a altura de Henrique; contratar um lateral esquerdo menos limitado que Juninho; colocar Souza mais apoiado ao meio campo e arrumar este setor. No ataque o time do Palestra necessita de um apoio ao Barcos, já que Luan é limitado e com Maikon Leite não da pra contar.

 

A Era Tirone, xingado por várias vezes durante a partida, se encerrou. Resta ao Palmeiras confiar que a nova presidência seja de Perin ou Paulo Nobre, faça do Palmeiras o grande time que foi um dia.

Revisado por Marcos Teixeira do Blog Bola de Bigode

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Amém, São Marcos!

* postado no Blog Bola de Bigode 15/12/2012


Arquivo pessoal


11/12/12 era dia de VER São Marcos. A festa foi marcada para onze/12/12, às dez da noite, no “provisório” palco para os espetáculos alviverdes, o PORCOembu. Na noite que antecedia o dia em que iniciaria a Canonização do Santo, a ansiedade tomou conta dos meus sonhos, com lembranças de cada partida em que presenciei deste que sacrificou parte de sua vida pelo Palmeiras. Tudo isso por amor, talvez o mais puro e digno.

Marcos Roberto, um dia, vindo lá de Oriente, foi trocado por luvas. Começou cedo no Palmeiras. E desacreditado, o jovem goleiro anos depois se tornou “São Marcos”. Isso, por seus milagres. Todos presenciados por seus devotos. E não foram poucos...

Era 1999. Usava a camisa 12 e substituía Velloso. Taça Libertadores da América. Desde então, se tornou o maior ídolo da história da Sociedade Esportiva Palmeiras, que teve sua “Eterna Academia”,com Divino, o Ademir da Guia, e a “Muralha” Oberdan Catani O time da Arrancada Heróica, o único clube a vestir a camisa da Seleção Brasileira, viveu histórias de um clube guerreiro, de superação.

Mas nada disso está perto de ser o que foi o dia de eternizar São Marcos! O onze/12/12 demorou a passar. O caminho até o estádio pareceu longo. Estava todo em verde e branco. Todos os devotos vestiam o Manto Sagrado, devidamente trajados com suas camisas e bandeiras. Este não era um dia qualquer. Encontrávamos ali, junto ao Santo, heróis e grandes ídolos. Era um dia especial, era o dia de VER São Marcos.

Arquivo pessoal

A chegada ao palco da festa estava tomado pela emoção. Neste momento, mais lembranças da história daquele, que um dia fez milagres contra um Santos de Robinho, em pleno estádio da Vila Belmiro. Defendeu um pênalti de um dos maiores ídolos corintianos (esse o mais marcante). Até mesmo, lembranças de um dia ele ter recusado uma proposta milionária, somente pra ficar com seu clube do coração rebaixado.

A bateria da Mancha Alviverde começou a festa e fez o estádio inteiro cantar e agradecer. O som de “O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL” era ensurdecedor e a cada instante era mais forte. Até que o Santo pisou no gramado. Deste momento em diante, era eternizado São Marcos, o camisa 12.

Mesmo sendo uma partida comemorativa, a apaixonada torcida queria a vitória. O Palmeiras de 1999, ano da redenção da América, também. Procurou se encontrar em campo e quando o fez, Edmundo, “o Animal”, arrancou e acabou sendo derrubado dentro da área. Era pênalti. Mas quem estava lá para tentar fazer a defesa para a Seleção 2002 não era São Marcos.

Ele estava do outro lado do campo e a torcida pedia para que ele fizesse algo que nunca tentara em sua carreira: bater um pênalti. Nunca o fez, por sempre achar que não deveria fazer isso com outro goleiro. Mas a torcida pedia, e todos os presentes naquele gramado também.

Arquivo pessoal

E foi São Marcos, o MELHOR GOLEIRO DO BRASIL, bater forte no meio do gol. E fez aquilo o que muitas vezes evitou. Era GOL de São Marcos. È uma pena que a torcida também não pode fazer como os jogadores e ir abraçá-lo neste momento. Cabia a torcida cantar e vibrar.

Marcos mostrou que sua aposentadoria se devia somente as suas contusões e porque seu corpo não aguentava mais. Fez defesas em nível de São Marcos. O Animal, sempre Edmundo, deu passe para Paulo Nunes marcar o segundo gol dos heróis alviverdes.

Segundo tempo. 12 minutos. Seu mais ilustre reserva, Sérgio, o substituiu para que atuasse na linha, o que já tentou fazer uma vez, para ajudar o Palmeiras. E foi ai que o Brasil 2002 conseguiu empatar a partida. Meia noite. 12/12/12. Os refletores se apagam. São Marcos pega o microfone e agradece por tudo. E o Palmeiras agradece pelos seus milagres. 

O Santo encerra sua carreira com somente um pedido: "Só queria fazer um ultimo pedido: que vocês nunca se esqueçam de mim, porque eu nunca vou me esquecer de vocês". E nós nunca o esqueceremos, do goleiro que foi, do palmeirense que é. E nunca sairá de nossas lembranças, O DIA DE SÃO MARCOS.

Nosso Santo: São Marcos da Sociedade Esportiva Palmeiras ou a Sociedade Esportiva de São Marcos!

Amém, Marcos!


Revisado por: Marcos Teixeira Blog Bola de Bigode