" Explicar a emoção de ser palmeirense a um palmeirense é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense... é simplesmente impossível."
Joelmir Beting

quinta-feira, 28 de março de 2013

Tem explicação?


Mais um para a coleção. E qual a nova explicação para perder de seis de um time que beirava o rebaixamento e que não tem uma grande história pra contar. Agora tem.

Falar de Palmeiras é um assunto delicado. Já virou rotina criticar, mas também elogiar, não dá. Pelo menos hoje, não. Tentar defender o indefensável é tarefa impossível. Apontar um culpado é não ser justo. Existem milhares deles e não deve cair em cima daqueles que estão no clube agora.

Vamos falar que um jogador é ruim. Mas quem o contratou deveria saber de suas limitações e te conhecimento do restante do time, se ele se encaixaria. Apontar a diretoria atual é descreditar daqueles que há poucos meses teriam todo o apoio do mundo e sabemos que a reconstrução do time não aconteceria do dia pra noite. Dizer que o maior culpado é o técnico e voltar a um assunto ainda mais delicado. Afinal, quantos outros super técnicos passaram e nada foi resolvido, nem mesmo ganhando título.

Mais injusto ainda é cair em cima da torcida, que por causa de “alguns” acabam levando a fama de torcida que não apoia, violenta e de bando de vândalos. São só alguns, muitos não se encaixam neste aspecto.

Torcida que precisa cantar e vibrar (Arquivo pessoal)


Ouvir que tal jogador não deveria ter sido vendido é tratar de algo que não cabe mais ao clube. Já foi feito, certo ou errado, culpa do clube ou do atleta, já não nos cabe mais aos julgamentos. Mesmo por que, um time depender de somente um jogador não dá. Existe um elenco e todos devem estar de prontidão pra defender a camisa do time, custe o que custar.

O que acontece é que mais um vexame entrou para a ingrata galeria do Palmeiras. E não há mais o que ser feito. O jeito é levantar, mais uma vez, a cabeça e pensar num ano que não será fácil para torcedor, diretoria, jogadores e comissão técnica. Realmente, não é fácil pra ninguém.

Só se espera que um dia os pesadelos pintados em verde e branco acabem e o Palmeiras volte a ser Palmeiras!

Voltaremos a sorrir? (Arquivo pessoal)


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Caminho da vitória



A torcedora acordou cedo devido à ansiedade, era mais um jogo. Vestiu seu manto verde e branco, estava assim dos pés a cabeça. Máquina fotográfica na bolsa a tiracolo, celular com fone no ouvido. Tudo pronto, hora de ir, afinal o caminho é longo. Ônibus, metrô, caminhada e uma fila para comprar ingresso de uma hora e meia. Às 16h15 conseguiu entrar, já com tudo em andamento, perdeu o fio da meada, mas chega a hora de apoiar. O caminho foi longo, mas aos 36 do segundo tempo, o grito de gol.

O time a caminho da vitória ( Arquivo pessoal)
O jogador deve ter acordado cedo também devido a ansiedade, era sua estréia. Vestiu-se e foi para o ônibus. Chegou por volta de 15h e entrou em campo no segundo tempo, antes de Caio e depois de Valdívia, aclamado pela torcida, mas ele não ficou muito atrás embalando o grito de gol da torcedora, ele estreava marcando o gol deu a vitória ao Palmeiras.

O Palmeiras foi a campo enfrentar o União Barbarense neste domingo e entrou em campo às 16h, antes da torcedora conseguir comprar o ingresso, devido à imensa fila em uma bilheteria com poucos guichês para a venda em todos os setores e para 20 mil torcedores. 

Problemas com ingresso a parte e a torcida já dentro do estádio viu o time guerreiro, mas com diversos problemas para finalizar. A bola insistia em não entrar e o frágil Barbarense ainda conseguia segurar o Alviverde, o que durou somente até o jogador marcar o gol e a torcedora gritar.

Um a zero, placar magro, torcida que vibra, time com vontade. O caminho da vitória não foi um dos mais fáceis, mas garantiram os três pontos necessários para a torcedora, o jogador e o Palmeiras saírem do Pacaembu comemorando mais uma vez.

Leandro comemora tirando a camisa e leva cartão ( arquivo pessoal)



* A torcedora é esta que vos escreve. O jogador é Leandro realizando o sonho de defender a camisa do Palmeiras

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Hoje não teve Palmeiras


Hoje teve Palmeiras. Mas não me agrada falar que ele perdeu para um time lá de Penápolis. Não me agrada não pela derrota do time e sim por mais uma derrota da mídia que nos obrigou a acompanhar a tradicional programação dominical, sendo que o país acordou comovido pela morte de jovens que foram se divertir e deixaram muita dor e saudade às suas famílias e amigos. Jovens que dentro de uma boate foram vítimas de uma tragédia.

Mais uma mãe chorou neste domingo, não é justo pai e mãe enterrarem o filho. Uma delas, vendo os acontecimentos e por uma centena de vezes ligou ao filho para ter notícias e quando foi atendida, fica sabendo de seu filho...

Este foi um retrato do desespero de uma mãe, que assim como todas as outras hoje teve a vida mais vazia, repleta de uma angústia de não olhar mais para o rosto daquele que ela um dia gerou. Hoje é um dia incomum. E não deveria a televisão ter sido tão comum e nos encher com as mesmices da programação de domingo.

Como mais uma pessoa que se comoveu com o acontecimento, para mim hoje não tem Palmeiras. E não deveria ter futebol pelo país afora, em respeito àqueles que perderam seus entes queridos tragicamente.

Deixo aqui meus sentimentos.

Texto revisado por Marcos Teixeira

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Cantem e vibrem

Dizem por aí que o Palmeiras fez sua estreia no último domingo contra o Bragantino. Mas o time verde ainda tinha os tais fantasmas do rebaixamento:  a corja Arnaldo Tirone e Roberto Frizzo, torcida vaiando, time sem empenho, a bola que não entrava e esbarrava no travessão e Valdivia machucado. Eis que diante do Oeste  lá em Rio Preto, o Alviverde fez do verde sua esperança...

Com o novo presidente eleito pela maioria do Conselho Deliberativo, o Palmeiras entrou em campo em clima de novo Palmeiras, porém somente com uma mudança de “jogador”, em relação a partida anterior: saiu Luan e entrou Maikon Leite. O que poderia ter mudado então de uma partida pra outra?

Imagem tirada de rede social

Paulo Nobre foi ao jogo e como um típico torcedor palmeirense, cantou e vibrou. A torcida apoiou o time e vibrou com o gol de Luan ( que entrou no segundo tempo). O time jogou, criou e marcou três vezes. Valdívia entrou na segunda etapa, fazendo a diferença.  Esta deve ter sido a diferença. Foi o jogo que pode indicar a renovação.

Se o Palmeiras vai ou não manter o ritmo não tem como prever, mas a vitória representou uma mudança significativa para e esperança alviverde. Agora basta continuar torcendo, cantando e vibrando.

Imagem do site sportv.globo.com

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Nobre Presidente!

Após um mandato apagado, o agora ex-presidente junto ao seu vice Roberto Frizzo encerraram suas “atividades” junto à diretoria Alviverde. Enfim o Palmeiras se livra de Arnaldo Tirone.


Com a missão de trazer o time do Palestra Itália de volta, Décio Perin e Paulo Nobre disputaram a nova presidência verde. Eleito pelo Conselho Deliberativo, com 153 votos contra 106 do concorrente, o advogado, dono de um fundo de investimentos em ações e piloto de rali Paulo Nobre, 44, é o mais jovem presidente do Palmeiras desde 1932, quando Dante Delmanto foi empossado aos 25 anos de idade. Sócio do Palmeiras desde 1983, foi eleito conselheiro em 1997, nomeado diretor social para o período entre 1999 e 2002, vice-presidente na gestão Affonso Della Monica de 2007 a 2008 e tentou ser presidente na última eleição, mas acabou derrotado por Arnaldo Tirone.

Trabalho é o que não vai faltar ao novo mandatário alviverde. O primeiro deles é decidir se Riquelme vem mesmo ao clube, já que Tirone foi à Argentina resolver sua contratação, mas voltou sem o jogador. Cabe ao novo presidente a responsabilidade de fechar o acordo e pagar o salário acertado em cerca de R$ 420 mil, bem como as negociações em andamento. O Palmeiras estava atrás do zagueiro Román Torres (Milionarios - COL) e do lateral-esquerdo Márcio Azevedo (Botafogo - RJ). Mas o assunto não se encerra por aí. A torcida e o técnico palmeirenses cobram por mais reforços, pois o clube terá pela frente a carga pesada de disputar a Libertadores da América e, rebaixado em 2012 do Brasileiro, está na série B e precisa voltar à elite do futebol nacional.

O presidente estará à frente da inauguração da Nova Arena, o que deve ocorrer no segundo semestre deste ano, e do Centenário Alviverde, no ano que vem. Com isto, mais do que seu retorno ao mais alto nível do futebol, o Palmeiras precisará fazer um bom trabalho profissional e de marketing e recuperar seu prestígio, se livrando dos fantasmas que hoje assombram a Academia.

Texto revisado por Marcos Teixeira do Blog Bola de Bigode 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Este é o Palmeiras 2013?

O ano de 2012 apesar  do título da Copa do Brasil, foi o mais trágico para o torcedor palmeirense e para a história do Palmeiras, não que em 2002 (ano do primeiro rebaixamento verde) tenha sido diferente, mas é difícil admitir que anos depois nada mudou. O time da Arrancada Heroica, aquele que morreu líder e nasceu campeão, o time da Era Parmalat. Não caro torcedor. Esse Palmeiras não existe mais. E a exemplo do que aconteceu no Pacaembu neste domingo, não chega aos pés de um grande clube.

..

O Palmeiras 2013 tem: Campeonato Paulista, Libertadores e Série B do Brasileiro, e do jeito que está não da pra ter esperanças com o que temos hoje. Estreamos no Paulista. O ano verde começou e já previammos as dificuldades. Mas apesar disso, os cerca de 11 mil torcedores foram ao Pacaembu com a esperança de uma estreia razoável. Mas o que a torcida alviverde viu neste domingo foi um time extremamente preocupante. Não existe empenho, vontade, não há Palmeiras.

Imagem de arquivo pessoal

 

Jogadores medianos que mesmo substituídos continuam medianos. O único que funcionou de verdade nesse time foi Souza que demonstrou raça, vontade, chamou a responsabilidade e tentou incendiar a torcida. O estreante Fernando Prass, que chegou ao clube pra resolver o “problema” no gol palmeirense, foi poupado pelo Bragantino que ficou concentrado na defesa utilizando o esquema "10-0-0", e não pode mostrar seu trabalho. Barcos, a estrela do time, perdeu a maior chance de abrir o placar ao mandar a bola na trave em cobrança de pênalti. Marcio Araújo manteve o habitual esforço. Em vão. Já Wesley, acostumado a fazer suas firulas desnecessárias, resolveu mantê-las nesta primeira partida. Luan e Márcio Araújo não mais do que esforçados, foram vaiados pela torcida. O que também não mudou em relação ao ano anterior.

Prass permaneceu isolado em praticamente toda a partida ( Imagem de arquivo pessoal)


Ao fim do jogo, a conclusão: o Palmeiras mesmo assinando contrato com Riquelme, terá muito trabalho. O primeiro deles é tentar manter Valdívia. Depois colocar um zagueiro a altura de Henrique; contratar um lateral esquerdo menos limitado que Juninho; colocar Souza mais apoiado ao meio campo e arrumar este setor. No ataque o time do Palestra necessita de um apoio ao Barcos, já que Luan é limitado e com Maikon Leite não da pra contar.

 

A Era Tirone, xingado por várias vezes durante a partida, se encerrou. Resta ao Palmeiras confiar que a nova presidência seja de Perin ou Paulo Nobre, faça do Palmeiras o grande time que foi um dia.

Revisado por Marcos Teixeira do Blog Bola de Bigode

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Amém, São Marcos!

* postado no Blog Bola de Bigode 15/12/2012


Arquivo pessoal


11/12/12 era dia de VER São Marcos. A festa foi marcada para onze/12/12, às dez da noite, no “provisório” palco para os espetáculos alviverdes, o PORCOembu. Na noite que antecedia o dia em que iniciaria a Canonização do Santo, a ansiedade tomou conta dos meus sonhos, com lembranças de cada partida em que presenciei deste que sacrificou parte de sua vida pelo Palmeiras. Tudo isso por amor, talvez o mais puro e digno.

Marcos Roberto, um dia, vindo lá de Oriente, foi trocado por luvas. Começou cedo no Palmeiras. E desacreditado, o jovem goleiro anos depois se tornou “São Marcos”. Isso, por seus milagres. Todos presenciados por seus devotos. E não foram poucos...

Era 1999. Usava a camisa 12 e substituía Velloso. Taça Libertadores da América. Desde então, se tornou o maior ídolo da história da Sociedade Esportiva Palmeiras, que teve sua “Eterna Academia”,com Divino, o Ademir da Guia, e a “Muralha” Oberdan Catani O time da Arrancada Heróica, o único clube a vestir a camisa da Seleção Brasileira, viveu histórias de um clube guerreiro, de superação.

Mas nada disso está perto de ser o que foi o dia de eternizar São Marcos! O onze/12/12 demorou a passar. O caminho até o estádio pareceu longo. Estava todo em verde e branco. Todos os devotos vestiam o Manto Sagrado, devidamente trajados com suas camisas e bandeiras. Este não era um dia qualquer. Encontrávamos ali, junto ao Santo, heróis e grandes ídolos. Era um dia especial, era o dia de VER São Marcos.

Arquivo pessoal

A chegada ao palco da festa estava tomado pela emoção. Neste momento, mais lembranças da história daquele, que um dia fez milagres contra um Santos de Robinho, em pleno estádio da Vila Belmiro. Defendeu um pênalti de um dos maiores ídolos corintianos (esse o mais marcante). Até mesmo, lembranças de um dia ele ter recusado uma proposta milionária, somente pra ficar com seu clube do coração rebaixado.

A bateria da Mancha Alviverde começou a festa e fez o estádio inteiro cantar e agradecer. O som de “O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL” era ensurdecedor e a cada instante era mais forte. Até que o Santo pisou no gramado. Deste momento em diante, era eternizado São Marcos, o camisa 12.

Mesmo sendo uma partida comemorativa, a apaixonada torcida queria a vitória. O Palmeiras de 1999, ano da redenção da América, também. Procurou se encontrar em campo e quando o fez, Edmundo, “o Animal”, arrancou e acabou sendo derrubado dentro da área. Era pênalti. Mas quem estava lá para tentar fazer a defesa para a Seleção 2002 não era São Marcos.

Ele estava do outro lado do campo e a torcida pedia para que ele fizesse algo que nunca tentara em sua carreira: bater um pênalti. Nunca o fez, por sempre achar que não deveria fazer isso com outro goleiro. Mas a torcida pedia, e todos os presentes naquele gramado também.

Arquivo pessoal

E foi São Marcos, o MELHOR GOLEIRO DO BRASIL, bater forte no meio do gol. E fez aquilo o que muitas vezes evitou. Era GOL de São Marcos. È uma pena que a torcida também não pode fazer como os jogadores e ir abraçá-lo neste momento. Cabia a torcida cantar e vibrar.

Marcos mostrou que sua aposentadoria se devia somente as suas contusões e porque seu corpo não aguentava mais. Fez defesas em nível de São Marcos. O Animal, sempre Edmundo, deu passe para Paulo Nunes marcar o segundo gol dos heróis alviverdes.

Segundo tempo. 12 minutos. Seu mais ilustre reserva, Sérgio, o substituiu para que atuasse na linha, o que já tentou fazer uma vez, para ajudar o Palmeiras. E foi ai que o Brasil 2002 conseguiu empatar a partida. Meia noite. 12/12/12. Os refletores se apagam. São Marcos pega o microfone e agradece por tudo. E o Palmeiras agradece pelos seus milagres. 

O Santo encerra sua carreira com somente um pedido: "Só queria fazer um ultimo pedido: que vocês nunca se esqueçam de mim, porque eu nunca vou me esquecer de vocês". E nós nunca o esqueceremos, do goleiro que foi, do palmeirense que é. E nunca sairá de nossas lembranças, O DIA DE SÃO MARCOS.

Nosso Santo: São Marcos da Sociedade Esportiva Palmeiras ou a Sociedade Esportiva de São Marcos!

Amém, Marcos!


Revisado por: Marcos Teixeira Blog Bola de Bigode